
O desemprego caiu em Mato Grosso no segundo trimestre de 2026, enquanto a renda média dos trabalhadores cresceu 10% em um ano. O estado registrou taxa de desocupação de 2,2%, a segunda menor do país, atrás apenas de Santa Catarina, com 2,1%.
Entre abril e junho, 46 mil pessoas estavam desempregadas em Mato Grosso. O número representa uma queda de 27,2% em relação ao trimestre anterior, com 17 mil pessoas a menos nessa situação. Na comparação com o mesmo período de 2025, não houve variação estatisticamente significativa.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Mato Grosso encerrou o segundo trimestre com 3,08 milhões de pessoas em idade de trabalhar. Desse total, 2,07 milhões estavam ocupadas.
A taxa de desemprego de 2,2% ficou bem abaixo da média nacional, estimada em 5,4%. No Brasil, 5,86 milhões de pessoas estavam desempregadas no período.
Apenas Santa Catarina, com 2,1%, teve taxa menor que Mato Grosso. Na sequência aparecem Espírito Santo, com 2,3%, e Rondônia, com 2,6%. As maiores taxas foram registradas no Amapá (9,8%), Bahia (9,1%), Pernambuco (8,3%) e Piauí (8,3%).
Ao mesmo tempo em que o desemprego recuou, o rendimento médio real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 4.137 em Mato Grosso. O valor representa um aumento de 10% em relação ao segundo trimestre de 2025.
No setor privado, o número de trabalhadores com carteira assinada foi estimado em 884 mil, alta de 5,1% em relação ao primeiro trimestre. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o número permaneceu estável.
Já os empregados sem carteira assinada somavam 250 mil. Esse grupo cresceu 15,1% em relação ao trimestre anterior, o equivalente a mais 33 mil trabalhadores. Na comparação anual, não houve variação estatisticamente significativa.
Entre as atividades pesquisadas, o grupo que reúne Administração Pública, Defesa, Educação e Saúde tinha 354 mil pessoas ocupadas em Mato Grosso. O contingente cresceu 13,4% em relação ao trimestre anterior e 12,7% na comparação com o segundo trimestre de 2025.
Na Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e Aquicultura, eram 268 mil trabalhadores. A Indústria Geral empregava 186 mil pessoas. Nos dois segmentos, não houve variação estatisticamente significativa em relação ao trimestre anterior ou ao mesmo período de 2025.
O Comércio e a Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas concentravam 436 mil trabalhadores, enquanto a Construção empregava 181 mil. Os dois grupos também permaneceram estáveis nas comparações trimestral e anual.
A taxa de informalidade ficou em 34,1% no segundo trimestre, o equivalente a 708 mil trabalhadores informais em Mato Grosso. O resultado coloca o estado com a sétima menor taxa de informalidade do Brasil.
No Centro-Oeste, o Distrito Federal apresentou a menor taxa, de 28,7%, seguido por Mato Grosso do Sul, com 29,2%. Mato Grosso ficou em terceiro, à frente de Goiás, que registrou 36,1%.
A PNAD Contínua também estimou em 962 mil o número de pessoas fora da força de trabalho em Mato Grosso. O contingente aumentou 6,5%, ou 58 mil pessoas, em relação ao segundo trimestre de 2025. Entre elas, 14 mil eram consideradas desalentadas, ou seja, gostariam de trabalhar e estavam disponíveis, mas não procuraram emprego por acreditarem que não conseguiriam uma vaga.
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