
A competitividade de um território não é definida apenas pela produtividade. Depende também de sua capacidade de atrair pessoas, conhecimento, investimentos, negócios e experiências. Nesse cenário, os eventos passaram a integrar a estratégia de posicionamento econômico de cidades e estados.
A dimensão desse mercado ajuda a entender sua relevância. Em 2025, dados do Radar Econômico da ABRAPE apontam R$ 140,9 bilhões em consumo associado ao setor e 202,4 mil empregos formais no núcleo da atividade. É também uma cadeia com forte presença dos pequenos negócios.
As micro e pequenas empresas representam 95,9% do setor de eventos no Brasil, segundo dados do estudo de dimensionamento do segmento realizado pelo Sebrae Nacional em parceria com entidades do setor. Isso acontece porque o impacto de um evento ultrapassa os auditórios e alcança hospedagem, alimentação, transporte, comércio, tecnologia, comunicação, segurança e uma extensa rede de fornecedores. Para os pequenos negócios, significa demanda, mercado e oportunidade de crescimento.
Mato Grosso já possui evidências concretas desse efeito. Em 2025, os eventos realizados no Centro de Eventos do Pantanal geraram impacto econômico estimado em R$ 32,9 milhões na economia de Cuiabá, segundo cálculo baseado em metodologia da Embratur. Foram 54 setores impactados e 7.328 postos de trabalho temporários. Dos 162,5 mil participantes recebidos, quase 20 mil vieram de fora da capital.
É sob essa perspectiva que os 26 anos do CEP devem ser observados. Em 2000, o Sebrae Mato Grosso tomou uma decisão de construir e inaugurar uma infraestrutura dedicada a eventos. Ao longo dessa trajetória, o espaço se consolidou como um dos principais centros de convenções do estado e passou a integrar uma cadeia que movimenta pequenos negócios, fornecedores, serviços e diferentes setores da economia.
O CEP foi, nesse sentido, um divisor de águas para o setor de eventos em Mato Grosso. Quando foi inaugurado, o estado ainda não contava com uma cadeia tão estruturada de fornecedores, serviços especializados e empresas voltadas a esse mercado. Ao criar uma infraestrutura capaz de receber novas agendas e ampliar a demanda, o Sebrae Mato Grosso também contribuiu para desenvolver esse ecossistema, estimular novos negócios e fortalecer um segmento que, ao longo dos anos, ganhou escala e relevância econômica.
Hoje, o CEP deve ser compreendido como um equipamento de desenvolvimento a serviço de Mato Grosso. Mas a infraestrutura, sozinha, não garante competitividade. Por isso, já atuamos para posicionar o estado como destino de eventos, locais, nacionais e internacionais, conectando nossa capacidade de receber grandes agendas às nossas vocações em turismo, gastronomia, cultura, natureza, produção, conhecimento e negócios.
Temos três biomas, uma economia dinâmica e uma identidade própria. Na atração de grandes eventos, infraestrutura importa, mas a experiência oferecida pelo destino também pesa. O objetivo presente é transformar esses ativos em experiências capazes de ampliar a permanência dos visitantes, gerar novas oportunidades para os pequenos negócios e fortalecer o posicionamento de Mato Grosso como destino de eventos.
Mais do que receber grandes agendas, o desafio é fazer com que cada evento deixe valor no território, fortaleça a economia local e contribua para um novo ciclo de desenvolvimento do estado.
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