
A Prefeitura de Cuiabá concluiu a limpeza dos bolsões de lixo existentes no Contorno Leste, em uma ação coordenada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras, em parceria com a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb). A iniciativa integra o conjunto de medidas adotadas pela gestão municipal para combater o descarte irregular de resíduos e garantir mais saúde à população. A operação de limpeza ocorreu nos seis pontos de acúmulo de lixo identificados ao longo de um trecho de quatro quilômetros da via. A Limpurb está interinamente sob a direção do secretário de Infraestrutura e Obras, Reginaldo Teixeira.
Várias equipes atuaram de forma intensiva na remoção dos resíduos descartados irregularmente, realizando ao todo 126 viagens de caminhões, o que resultou na retirada de 687.960 quilos de lixo, equivalente a 687,96 toneladas de resíduos apenas no Contorno Leste.
A força-tarefa teve início no final de fevereiro e mobilizou maquinário pesado, caminhões e equipes operacionais para a retirada dos materiais acumulados, como sofás, eletroeletrônicos, móveis, vasos sanitários, entre outros. Somente em um dos pontos de descarte irregular foram retirados 35 caminhões de resíduos, evidenciando o grande volume de lixo depositado de forma inadequada no local.
A ação faz parte de um trabalho contínuo de remoção e extinção de bolsões de lixo realizado pela Prefeitura de Cuiabá, em áreas onde o descarte clandestino tem sido recorrente.
“Além de prejudicar o meio ambiente, esses pontos podem contribuir para a proliferação de pragas, causar mau cheiro e comprometer a saúde pública. Orientamos os cidadãos para que façam o descarte correto dos resíduos e utilizem os serviços regulares de coleta, evitando o abandono de lixo em vias públicas e áreas não autorizadas”, frisou o diretor de resíduos sólidos da Limpurb, Anderson Matos.
O descarte irregular de lixo é um problema que vai muito além da questão ambiental. Quando resíduos são jogados em terrenos baldios, ruas, rios ou áreas públicas, as consequências acabam chegando diretamente ao sistema de saúde e à qualidade de vida da população.
“O lixo acumulado se torna um ambiente ideal para a proliferação de vetores de doenças, como mosquitos, ratos e baratas. Esses animais podem transmitir enfermidades como dengue, zika, chikungunya e leptospirose. Com o aumento dessas doenças, cresce também a procura por atendimento em unidades de saúde, sobrecarregando postos, hospitais e profissionais da área.
Além disso, o lixo descartado de forma inadequada pode contaminar o solo e a água, aumentando o risco de infecções e demais doenças relacionadas à falta de saneamento básico. Em períodos de chuva, o entupimento de bueiros por resíduos também provoca alagamentos, o que facilita ainda mais a disseminação de doenças.
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