
Cerca de 4 mil entregadores que trabalham em Várzea Grande agora contam com um ponto público de apoio para descansar entre uma corrida e outra, usar o banheiro, beber água, esquentar comida e recarregar o celular. A estrutura funciona na Praça Sarita Baracat, antiga Praça Aquidaban, na Avenida Couto Magalhães.
O espaço foi cedido pela prefeitura para atender os profissionais que trabalham com entregas por aplicativo e passam horas nas ruas, expostos ao trânsito, ao calor, à chuva e à pressão para cumprir os pedidos.
De acordo com o presidente do Instituto Motoboy, João Gabriel Muniz, esse é o primeiro ponto de apoio destinado à categoria cedido pelo poder público na região Centro-Oeste.
“Esse é o primeiro ponto de apoio cedido pelo poder público do Centro-Oeste. Foi uma luta. Esse ponto foi instituído de forma legal para que nós pudéssemos ter uma condição de serviço melhor e prestar melhor os nossos serviços”, afirmou.
A estrutura é simples, mas reúne serviços básicos que fazem diferença na rotina de quem passa boa parte do dia sobre duas rodas. O local possui banheiro, pia, micro-ondas, água potável, tomadas e energia elétrica.
A expectativa é que o ponto também receba um bebedouro e novos espaços destinados ao descanso dos trabalhadores.
Para o motoboy Adriano Rodrigues Nascimento, a estrutura permite que os entregadores façam pequenas pausas com mais segurança.
“Dá para descansar a coluna e tomar uma água gelada. É melhor do que ficar parado na rua e correr o risco de um carro nos atropelar”, relatou.
Antes da criação do ponto, os entregadores não tinham um local definido para aguardar os pedidos ou descansar. Cada profissional buscava um espaço disponível nas ruas.
Segundo o motoboy Eflaín Ortiz, árvores, calçadas e estabelecimentos fechados acabavam servindo como locais improvisados de apoio.
“Antes de o ponto surgir, todos os motoboys de Várzea Grande faziam seus pontos no meio da rua. Era pé de árvore, espaços que não estavam ocupados e lanchonetes que estavam fechadas. Esse era o verdadeiro ponto de apoio dos motoboys”, contou.
A cidade não para de fazer pedidos e quem trabalha com as entregas também encontra dificuldades para interromper a rotina. Até uma pausa curta pode ser usada para tomar água, ir ao banheiro, carregar o celular ou descansar antes de retornar ao trânsito.
Para João Gabriel, o espaço funciona como uma segunda casa para os profissionais que trabalham longe de onde moram.
“Hoje, a gente lutou muito para ter um ponto de apoio. As pessoas que estão distantes de casa podem parar, carregar o celular e ter um local para beber água ou fazer um cafezinho”, disse.
Eflaín define a criação do espaço como uma medida de dignidade para a categoria.
“Isso é muito importante para todos os motoboys. Eles estão nas ruas prestando um serviço de grande valor para a sociedade, para os pais de família e para os cidadãos”, afirmou.
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